Um autodidata na música,
um ouvido sensível à magia dos sons.
Um talento nato.
Para comemorar a chegada do ano novo com maestria.
Um clássico da música universal brasileira !!!

É para mim como um diário virtual. Gosto de escrever e quero partilhar o que estou aprendendo nessa caminhada com Jesus. Felizmente, ele tem sido misericordioso comigo. Não fosse a sua misericordia já teria sido consumida. Mas com ele somos mais que vencedores!!!
| INFORMAÇÃO & IDEOLOGIA A crise do telejornalismo americano Por Cleyton Carlos Torres em 15/6/2010 | |||
| O jornalismo mundial vem sofrendo drasticamente com os impactos causados pela revolução digital e suas redes e mídias sociais. Hoje, qualquer cidadão consegue se informar em praticamente todos os lugares e instantaneamente. Hoje, qualquer pessoa é capaz de abrir seu próprio "meio de comunicação" e começar a disparar palpites furados, preconceituosos e parciais. Isso vem interferindo – e muito – no jornalismo impresso, por exemplo. Mas é só a web 2.0 que está destruindo o tradicional meio de se fazer comunicação jornalística? É somente a internet a grande responsável pela migração em massa de consumidores noticiosos de meios habituais para veículos "alternativos"? Pode até ser, mas não para as emissoras dos Estados Unidos. Pelo menos não somente. A maior rede de TV norte-americana e uma das mais influente do planeta, a CNN, está sob forte e intensa crise, digamos, até mesmo existencial. O canal, que era reconhecido pelo seu jornalismo limpo, direto e imparcial, desabou para o quarto lugar entre os canais noticiosos dos EUA. Outro exemplo da migração de telespectadores ocorre também com a MSNBC, que abocanhou centenas de pontos em audiência quando Barack Obama estava em fase de campanha. Depois de eleito, a emissora desabou. O que acontece, então? Segundo Sumner Redstone, dono da CBS, a imprensa tem menos de dez anos de existência. Porém, nesse intervalo, é possível perceber que o que tem gerado a crise nas redes americanas não é somente o fator web, mas sim, a mudança de cultura e hábitos do povo norte-americano. O país, que antes era homogêneo, se encontra, depois da era Bush, bipolarizado politicamente. Algo parecido com o que Lula faz no Brasil. Todos aqueles que assistiam à CNN antes da vitória de Obama – e eram democratas e não simpatizantes do atual governante – continuam dando audiência para a emissora. No entanto, todos aqueles que, depois da era Bush, não são democratas, migraram para redes como a Fox News e seus palpiteiros desenfreados. A matemática da audiência é simples. Esses telespectadores não foram abduzidos ou abandonaram as grandes emissoras americanas pela internet. De fato, grande parte da audiência está na web e em seus portais e blogs, mas o que realmente impactou tais canais foi um único e exclusivo fator: o controle remoto. CNN perde reinado nos EUA Com os avanços tecnológicos, se você não tem a informação que deseja, é só ir atrás ou, na pior das hipóteses, construir a sua própria versão da notícia. Foi exatamente isso que ocorreu com a CNN e com a MSNBC. Muitos telespectadores passaram a se considerar não democratas, o que resultou em uma busca frenética por quem também se dizia não democrata. Onde foi o lugar comum de encontro? Isso mesmo: a Fox News. Com um jornalismo árduo, pesado e uma crítica além do esperado (o que para muitos é o bastante para nem ser considerado jornalismo), a Fox News vem conquistando a cada dia os órfãos de todas as outras redes americanas tradicionais. Ela criou uma maneira de passar a noticia onde o que menos importa é a veracidade e a checagem dos fatos. O que vale é a maneira estapafúrdia com que essa informação é repassada ao público. Agressividade, maquetes destruídas ou apresentadores eufóricos. Vale tudo para roubar os telespectadores insatisfeitos e não democratas que assistiam aos outros canais. Enquanto o jornalismo em si perde com tais acontecimentos folclóricos, a diversificação de fontes de informações agradece o fato de existirem mais pontos fluentes de opinião. Ademais, vale lembrar que a CNN tem perdido seu reinado somente nos EUA. Em quase todos os outros países onde ela mantém uma produção considerável, a emissora norte-americana ainda continua poderosa. Perda massiva da qualidade O que se pode, então, tirar como análise, é que a web interfere, sim, na produção jornalística mundial e na construção de laços mais duradouros entre telespectadores e emissoras, principalmente as americanas. Portanto, nesse último caso, culpem quem quiser, menos os jornalistas e a internet. Comecem, por exemplo, apontando o dedo na cada dos consumidores de notícias americanos que estão mudando seus hábitos (para pior?). A CNN ainda é fortíssima na web, mas vem perdendo audiência na TV por não fazer um jornalismo partidário, como a Fox News faz. Donde se pode concluir que, pela primeira vez, a crise do jornalismo não é diretamente relacionada ao jornalismo, mas sim, aos seus próprios consumidores. Na próxima vez que disseram que o jornalismo está acabando devido a diversos fatores, relembre o caso CNN e Fox News: sim, o jornalismo pode até estar acabando, mas os próprios assinantes e telespectadores contribuíram para a perda massiva da qualidade até se chegar a um "jornalismo teatral" e amador: o da Fox News. Clique aqui para saber mais sobre o assunto http://letraspensamentos.blogspot.com/p/para-voce-ler.html | |||
Conteúdo religioso abre nova polêmica no PL 29 |
| Mariana Mazza – Pay-TV News | |
| 07.04.2010 | |
O PL 29/2007, que altera as regras de TV por assinatura e cria uma política de fomento para o conteúdo nacional, continua um foco constante de polêmicas. A mais recente crise em torno da proposta partiu de um argumento colocado pela Sky, que teria procurado a bancada evangélica da Câmara dos Deputados, uma das de maior peso nas negociações parlamentares, e ponderado que, se aprovado o regime de cotas previsto no PL 29, os canais religiosos corriam o risco de ser retirados de sua programação. O argumento já havia sido colocado em outros momentos, por vários players. Ao longo desses três anos de tramitação, executivos das TVs pagas mais de uma vez citaram a exclusão de canais como um "efeito colateral" do regime de cotas para o fomento do conteúdo nacional. A tese é simples: se for preciso abrir espaço a mais canais nacionais, o espaço dos canais religiosos será reduzido. A diferença é que, desta vez, o apelo surtiu efeito. Deputados da bancada evangélica recorreram ao relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), mostrando sua preocupação com a possível exclusão dos canais. E Cunha, que também é evangélico, sensibilizou-se imediatamente. Vale notar que alguns desses canais religiosos (assim como alguns canais de televenda) inclusive pagam para ser distribuídos na TV paga, e as operadoras os incluem nos pacotes como "cortesia" ao assinante, deixando claro que eles podem sair sem aviso prévio. Mudança no conceito A partir daí, o deputado-relator começou a considerar a hipótese de incluir os programas religiosos no conceito de "conteúdo qualificado", entendendo assim que isso poderia blindar a retirada dos canais, pois este conteúdo poderia ser considerado no cálculo das cotas nacionais. Na proposta em análise, o conteúdo qualificado (onde se aplicam as cotas de fomento) é toda a produção audiovisual com perfil de dramaturgia, excluindo os programas de auditório, conteúdos jornalísticos e religiosos. Ironicamente, o entendimento dos relatores que sucederam Cunha é que a exclusão desses conteúdos do conceito de "qualificado" servia justamente para protegê-los do cumprimento das cotas. A ideia agora seria o relator Eduardo Cunha suprimir as exceções do conceito, incluindo permanentemente os programas religiosos como "qualificados". O assunto, no entanto, ainda não está concluído. O relator ainda não apresentou a nova emenda alterando o conceito e há dúvidas na Câmara dos Deputados se essa alteração não pode ser considerada "de mérito", o que não é permitido na CCJ. Nessa comissão, só podem ser feitas mudanças na estrutura do texto caso fique comprovado que a proposta, como está, é inconstitucional ou ilegal. Articulações Segundo fontes parlamentares, o tema ainda está sendo discutido e um acordo não está descartado. A confusão em torno dos canais religiosos se confunde com outra polêmica nascida na CCJ. Cunha apresentou quatro emendas saneadoras, que suprimem parágrafos das disposições finais e transitórias do projeto, mais especificamente retirando o regime especial de transição das licenças do Serviço Especial de TV por Assinatura (TVA). Essa exclusão proposta pelo relator desagradou vários grupos de mídia que detém essas licenças, valorizadas nos últimos tempos por conta da digitalização da TV aberta. Anatel e Ministério das Comunicações estudam adaptar as TVAs para permitir a veiculação de TV móvel em equipamentos portáteis. A Anatel chegou a aprovar a adaptação das antigas concessões de TVA para novas autorizações há duas semanas, como uma espécie de "ato de boa fé" para que a transição especial fosse mantida no PL 29. Mas, até o momento, o parecer de Cunha permanece sem alterações, ou seja, com as quatro exclusões propostas. As pressões em torno do projeto envolvem também a possibilidade de apresentação de um recurso para que a proposta passe por votação em Plenário. Essa estratégia é considerada como um "golpe de morte" no PL 29, já que, envolto em polêmicas, a aprovação rápida do projeto pelo pleno é praticamente impossível. A mesma empresa que procurou os deputados da bancada evangélica estaria articulando o recolhimento das assinaturas necessárias para a apresentação do recurso, segundo interlocutores. Assim, se a polêmica em torno dos canais religiosos não for superada, a bancada evangélica pode tornar-se um bom alicerce para um futuro envio do PL 29 para o Plenário. | |
| PL 29, A NOVELA EUA pressionam Legislativo brasileiro Por Miriam Aquino em 10/6/2010 Reproduzido do Tele.Síntese, 9/6/2010; título original "Sky: a direita norte-americana pressiona o Legislativo brasileiro" | |
| Se há vencedores na longa disputa entre diferentes segmentos empresariais em torno do projeto de lei que dá uma nova roupagem para o serviço de TV paga no país (o PL-29, para os mais chegados) eles são, sem dúvida, os produtores independentes de conteúdo audiovisual que passam a contar com espaços próprios para a veiculação de sua produção. Como resultante desta política de cotas, prevista no projeto de lei, ganha também a identidade nacional. Se este projeto, que tramita há mais de três anos na Câmara dos Deputados, tem o mérito de dar um único rumo para o mercado brasileiro de TV paga (que hoje tem regras diferentes para tecnologias distintas), tem como grande qualidade a de assegurar não apenas a produção, mas a distribuição do conteúdo nacional. O projeto reproduz o que a maioria dos países desenvolvidos o faz explícita ou de maneira subliminar, estimulando a expansão de sua indústria cultural e protegendo o seu mercado interno das "agressões" culturais externas. Pois o PL 29, ao estabelecer algumas cotas de espaço para o conteúdo nacional entre as centenas de canais de TV voltados, em sua totalidade, para a divulgação dos conteúdos estrangeiros, agora é barrado na Câmara dos Deputados pela Sky, conforme denunciaram o deputado tucano Julio Semeghini e o petista Jorge Bittar. Ameaças Essa empresa de TV paga é controlada pelo grupo News Corporation, corporação norte-americana reconhecidamente de direita, cujo megaempresário, Rupert Murdoch, foi recentemente taxado pelo porta-voz do presidente norte-americano Barack Obama como aquele que usa o seu conglomerado midiático para defender as posições do Partido Republicano de seu país. Agora, a Sky ousa mandar comunicado a seus clientes querendo jogar os brasileiros contra sua própria cultura nacional. Avisa que, se forem aprovadas as cotas de programas nacionais para a TV paga, o preço de seus pacotes vai aumentar. Ora, convenhamos! Quanto a empresa manda de royalties pelos enlatados de discutível gosto para os países de origem? Conforme a Ancine (Agência Nacional do Cinema), em 2009, de 12 canais de filmes e seriados da TV paga monitorados (canais como HBO, Telecines, Cinemax e Canal Brasil), foram apresentados 9.712 títulos diferentes, dos quais 6.961 eram estrangeiros. Ou seja, apenas 30% das milhares de horas de transmissão das TVs pagas no ano passado eram referentes ao conteúdo nacional. E essa estatística é ainda pior se considerarmos que a maioria da produção nacional ficou confinada no Canal Brasil e que há uma grande quantidade de títulos que se repetem pelas diferentes operadoras de TV paga. Esses números referem-se a todo o mercado brasileiro, mas depois da resistência das operadoras de TV paga em geral, que chegaram a ameaçar com aumento de preço os seus clientes, acabaram rendendo-se à vontade do Legislativo. Agora, a Sky está isolada em sua campanha difamatória. Monopólio É bom lembrar que a Sky só começou a ser ameaçada em seu monopólio no mercado brasileiro de TV paga por satélite (DTH) em meados do ano passado, quando as operadores de telecom partiram para esta tecnologia como única alternativa de ingresso no mercado de TV paga, justamente por que estão proibidas por uma defasada Lei do Cabo, que o PL 29 quer atualizar, a usarem suas próprias redes para competir com os demais provedores deste serviço. A Sky do Sr. Murdoch monopoliza o segmento de DTH brasileiro desde 2005, quando a Anatel aprovou a fusão da Sky com a Direct TV, empresas que eram concorrentes no mercado nacional, mas que se uniram no mercado latino-americano. Depois foi a vez do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizar a operação. Mas as duas agências – de regulação e de defesa da concorrência – resolveram estabelecer algumas restrições que atingiam inclusive a questão vinculada ao conteúdo. A Anatel mandou, por exemplo, que fossem abertas as redes aos canais de programação produzidos por programadoras brasileiras não pertencentes aos grupos econômicos controladores das operadoras Sky e DirecTV; e o Cade determinou que os canais brasileiros de conteúdo nacional existentes na DirecTV permanecessem na base da Sky por pelo menos 30 meses. A nova empresa passou a ter 72% de seu capital controlado pela News Corporation e os restantes 28% pela Globo. E agora que o próprio Legislativo brasileiro decide criar novas regras para o mercado de TV paga, esta empresa resolve "ameaçar" seus clientes, enquanto tenta reverter a votação no Congresso Nacional. É uma posição insustentável. Para Bittar, campanha da Sky contra PL 29 é "terrorista" Mariana Mazza # reproduzido do PAY-TV, 8/6/2010 A campanha iniciada pela Sky no último fim de semana junto a seus assinantes, criticando o PL 29/2007, provocou reações na Câmara dos Deputados. Conforme divulgado na segunda-feira (7/6) por este noticiário, a operadora colocou no ar um site e encaminhou e-mails a seus clientes declarando que, se aprovado, o projeto irá gerar aumento no preço dos pacotes e afetará profundamente a programação comprada pelos assinantes. Chama a atenção o tom ameaçador do e-mail, que sugere também que caberá à Ancine decidir "o que é ou não `qualificado´ para que a sua família assista". A reação dos parlamentares foi iniciada na terça-feira (8) com uma carta do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) à sociedade [ver íntegra abaixo]. Bittar, que foi relator do projeto e idealizou o sistema de cotas, principal alvo de críticas da Sky, chamou a campanha da operadora de "panfletária e terrorista" ao ameaçar os clientes com altas de preço nos pacotes. Para o deputado, o e-mail da companhia é um ato "de desespero de causa" e uma tentativa de "espalhar pânico entre seus assinantes, induzindo-os ao erro de acreditar que serão prejudicados pela aprovação do PL 29". O projeto tramita há quase três anos na Câmara e pretende unificar a legislação de TV por assinatura no país, além de criar uma política de fomento do audiovisual brasileiro. Eis a carta divulgada por Bittar: Sem apresentar qualquer embasamento técnico, essa operadora internacional de capital estrangeiro afirma que a política de cotas vai encarecer o preço das assinaturas. Isso é mentira. Junto com a política de cotas foi criada também uma política de fomento que irá agregar, anualmente, mais de R$ 400 milhões para que os produtores de audiovisual brasileiro possam realizar produtos de qualidade, como as séries "Peixonauta" (filme de animação para crianças que está fazendo um sucesso extraordinário), "Filhos do Carnaval", "Mandrake" e tantas outras. Além disso, foram estabelecidos limites para que as cotas não onerassem as grades de programação e, portanto, não viessem a causar qualquer impacto sobre o preço da TV por assinatura. A política foi calibrada exatamente para não onerar as empresas e, por via de consequência, os assinantes. É importante lembrar que as cotas não se aplicam a todos os canais, mas apenas aos de conteúdo qualificado, tais como os de filmes, animação e documentários. Além disso, numa grade de pelo menos 35 horas semanais de horário nobre, a exigência de exibição de produto nacional se limita a três horas e trinta minutos por semana e é de absoluta liberdade dos programadores e produtores, ao contrário do que diz a Sky no panfleto quando veicula a falsa informação de que a Ancine vai determinar que tipo de produto será veiculado no horário nobre. Ainda com relação ao preço, ao simplificar a licença de TV por assinatura o projeto permite que milhões de novos clientes tenham acesso a esse serviço, inclusive com pacotes populares, e propicia ganhos de escala. Dos atuais oito milhões de assinantes, o mercado poderá se expandir para mais de 30 milhões. Além do ganho econômico, isso significa levar conteúdos culturais nacionais e internacionais de qualidade e informações educativas para as crianças a preços decentes. O que está por trás da campanha da Sky é uma tentativa desesperada de responder às denúncias que temos feito sobre sua atuação subterrânea no Congresso Nacional. Além de ser um distribuidor estrangeiro, defendendo seus interesses para continuar distribuindo conteúdos internacionais de qualidade discutível, a Sky representa também alguns programadores internacionais que fazem trabalho de qualidade duvidosa. Os bons programadores internacionais têm dialogado conosco e reafirmado que não discordam de uma política criteriosa de cotas como a que fizemos. A Sky nunca se apresentou para o debate público, preferindo agir às ocultas na tentativa de cooptar parlamentares para a defesa de seus interesses meramente financeiros. Em desespero de causa, frente às denúncias que fizemos sobre essa prática anti-ética, a Sky tenta agora espalhar pânico entre seus assinantes, induzindo-os ao erro de acreditar que serão prejudicados pela aprovação do PL 29. Os efeitos do projeto, porém, saltam à vista de todos, uma vez que são extremamente benéficos para a cultura, para a geração de empregos e para os assinantes, que vão ter conteúdo brasileiro de qualidade, além do conteúdo internacional, a preços acessíveis. Só temos a lamentar que apenas a Sky não perceba isso. E asseguramos que, a cada golpe baixo, continuaremos respondendo publicamente em defesa da democratização do setor de TV por assinatura no Brasil e do direito de todos os cidadãos à informação. Jorge Bittar – deputado federal PT-RJ" Mariana Mazza # reproduzido do Teletime, 9/6/2010 Foi apresentado no fim da tarde de quarta-feira (9/6), o Requerimento nº 7.037/2010, que pede a retirada do recurso que levaria o PL 29/2007 para votação no Plenário da Câmara dos Deputados. O autor formal da iniciativa é o deputado Eugênio Rabelo (PP-CE), um dos signatários do recurso apresentado na última semana de maio pelo deputado Régis de Oliveira (PSC-SP). Pela regra regimental, o requerimento de retirada de um recurso deve, obrigatoriamente, ser apresentado por um dos signatários que desistiu de dar continuidade ao pedido de votação no Plenário. A lista completa dos deputados que aderiram ao requerimento ainda não foi divulgada pela Secretaria Geral da Mesa Diretora, que precisa conferir se as assinaturas apresentadas são válidas. Mas, segundo os deputados que participaram do movimento de convencimento dos parlamentares a desistir de levar o projeto ao Plenário, 51 deputados teriam assinado o documento. O número é bastante superior às 38 assinaturas necessárias para que o requerimento de retirada pudesse ser apresentado. Importante lembrar que só são válidas as assinaturas de deputados que aderiram inicialmente ao recurso e agora retiraram o apoio à iniciativa. Ao justificar a apresentação do requerimento, Rabelo afirmou que mudou seu posicionamento diante de "novos esclarecimentos e análise minuciosa do tema". "Por se tratar de uma matéria que foi, por três anos, discutida nesta Casa e aprovada, com notória discussão, podendo, ainda, ser apreciada e aprimorada no Senado Federal, refazemos nosso posicionamento em discordância dos argumentos elencados no Recurso nº 438/2010 e solicitamos a retirada de tramitação do referido recurso, requerendo que seja reconhecida a apreciação conclusiva do Projeto de Lei 29/2007", declara o deputado no requerimento em nome dos demais signatários. Após a confirmação das assinaturas válidas, a Secretaria Geral da Mesa deverá publicar o requerimento, pondo fim definitivamente à tramitação do recurso que levaria o PL 29 ao Plenário. A divulgação da lista válida deve ocorrer amanhã e a publicação também deve ser feita com rapidez. | |